LER E ESCREVER: Como ajudar meu filho (a) neste aprendizado?

FAMÍLIA
VOCÊ PODE AJUDAR SEU FILHO A APRENDER A LER E ESCREVER
(Aquisição da linguagem escrita e da leitura, comunicação escrita, relação pais e filhos, prazer na leitura, bem estar)

As crianças nascem e a partir daí, principalmente por parte da família, surge uma série de expectativas naturais acerca do desenvolvimento do bebê. Os pais estão sempre atentos aos sinais esperados do desenvolvimento psicomotor (segurar objetos, sentar, engatinhar, andar…) da fala e comunicação, da interação do filho com o mundo (entorno) etc.
Alguns marcos desse desenvolvimento infantil são ansiosamente aguardados: as primeiras palavras, sentar-se sem apoio, engatinhar, os primeiros passinhos entre outros mais. E, embora todos saibam que isso ocorrerá em ritmos diferentes para cada criança e de acordo com o tempo natural de desenvolvimento individual da mesma, existe uma expectativa embasada em comparações outros bebês da mesma idade ou com os irmãos mais velhos. Esta especulação comparativa pode gerar certa ansiedade nos adultos que estão afetivamente mais próximos às crianças.
Tendo qualquer dúvida, comente com o pediatra que provavelmente vai investigar e te dizer que está tudo bem, apenas que cada criança tem um ritmo… simples assim!
Não obstante, alguns anos depois, com a entrada da criança nos primeiros ciclos escolares a grande expectativa se volta para que a criança comece a ler e escrever desvendando assim, o universo da leitura e escrita.
Neste momento a criança já está maior e com um nível de compreensão mais apurado, portanto toda expectativa e ansiedade dos pais já são percebidos pela criança que também pode internalizar o desconforto ao perceber que precisa dar respostas esperadas aos pais, professores e coleguinhas
Não raramente toda equipe pedagógica que acompanha a criança também estabelece um ritmo e um prazo baseados em comparações com outros alunos, podendo então antecipar determinados diagnósticos (falaremos sobre este tema em outra postagem).
Partindo destes pressupostos, obviamente construídos dentro de um cenário repleto de pressões internas e externas à escola é preciso calma e conhecimento para lidar com esta importante etapa.
Diferentemente de aquisições anteriormente citadas que são natas ao desenvolvimento humano, a leitura e escrita é uma competência adquirida a partir de habilidades socialmente construídas.
Por ter essa característica, é importante ressaltar que a expressão e a comunicação infantil se dará de diversas formas com uma gama de gestos, expressões, símbolos e códigos muito ricos.  Porém é a comunicação escrita que será o foco num dado momento da vida escolar.
Calma não entre em pânico!
“Meu filho (a) não está aprendendo a ler”,
“Todos os colegas já escrevem palavras e leem e meu filho (a) ainda não?
“Como posso ajudar meu filho (a) a aprender ler e escrever? ”
“Será que devo mudá-lo de escola já que não está aprendendo a ler e escrever? ”
Todas essas dúvidas são absolutamente normais e cada decisão tomada será no sentido de ajudar a criança e não satisfazer as expectativas dos pais. Vejam que há gama de sinais comunicadores percebidos e reinterpretados no universo infantil. São “esponjinhas” e absorvem tudo.


Mas é importante uma colaboração efetiva da família nesta esta etapa e você pode ajudar e muito neste processo. Nos próximos parágrafos dicas de como ajudar ao seu pequeno entrar neste mundo maravilhoso da leitura e da escrita.
SIM, VOCÊ PODE AJUDAR SEU FILHO APRENDER LER E ESCREVER
DICAS BÁSICAS:
Também cabe aos pais ajudar seu filho (a) nesta tarefa. Aqui um espaço para algumas dicas eficientes para transportá-lo ao universo da leitura e escrita sem criar ansiedades na criança. LEMBRE-SE QUE A NATURALIDADE E O PRAZER DESTES MOMENTOS DEVEM PREVALECER. Importante salientar que broncas e correções mais ríspidas podem atrapalhar e não ajudar:


* Ler histórias infantis com ele é um hábito saudável desde os primeiros anos de vida, pois os colocará de forma muito natural e divertida no complexo mundo da linguagem escrita e da leitura. Nos primeiros anos (a partir dos dois aninhos) os livros devem estar repletos de figuras, frases curtas e interação tátil (opte por livros com muitas imagens e com figuras em 3D. Atenção no momento e ambiente.


*Fale corretamente as pronúncias das palavras (mesmo quando pequenos) mesmo que falem errado (como é o normal ao aprenderem a falar). Não o corrija, apenas faça sua parte de adulto comunicador de frases e palavras corretas, respeitando o processo da aquisição de aprendizagem de seu filho (a). Nunca diga: “Não é assim que se diz essa palavra é assado”, ao menos que este venha a perguntar.
*Quando maiores, leia livros em trechos para estimular a curiosidade com o que vem depois.... Estes momentos devem ser em ambientes calmos e ser prazeroso tanto para a criança quanto para o adulto: “Que tal antes de dormir? ”.
*Momento de tarefa escolar (Lição de casa)? O ambiente e a rotina são importantes. Organize um espaço para a criança num ambiente com menos ruídos possíveis. Se o pequeno tiver episódios de distração, saiba que não é pirraça, manha ou falta de juízo, apenas têm mais dificuldade em concentrar-se. Esteja por perto fazendo suas atividades “recordando sempre a ele (a) que deve prestar atenção no que está fazendo sempre com carinho e rigidez na medida". O momento é sério, mas não pode ser extenuante. Em breve uma postagem voltada para o tema: “Como ajudar meu Filho (a) com a lição de casa”).


*Estimule que faça listas de supermercado (mesmo que o quê escreva esteja confuso e com letras e sílabas que quase não correspondam às palavras sugeridas). Também bilhetes de recados e suas rotinas de tarefas podem estar inclusos aí.
*Mostre os rótulos e panfletos com produtos que conheça para uma associação de palavras e sonoridade da escrita. Mostre pausadamente as pronúncias para que faça a correlação com as sílabas e sons.


*Leia na frente de seu filho e explique o que está lendo e quanto gosta de ler e obter informação escrita.


*Espalhe revistas e livros seus mesmo que estes estejam longe do entendimento do pequeno (a).


*Permita que reescreva a receita daquele prato que tanto gostam e prepare com a ajuda dele (a).


*Um passeio de ônibus é bastante interessante para que perceba que a localização depende de saber ler durante todo o percurso e que é fundamental para conseguir chegar ao local desejado.


*Organize para ele (a) uma estante ou espaço reservado para seus livros.


*Tire suas dúvidas quando indagado sobre a pronúncia e escrita correta das palavras. Nunca o corrija desnecessariamente e de forma impositiva (Vocês estão em fases diferentes de aprendizagem).


*Mencione a importância das tarefas sugeridas pela professora e reserve tempo para sentar e orientar devidamente nas tarefas de casa.


*Brincadeiras num trânsito caótico é uma boa oportunidade para mostrar placas que indicam o caminho etc.


*Pergunte sempre o que estão lendo na escola ou quais os sons estão sendo trabalhados. (“Que legal! Estão aprendendo uma nova letra. Tem muitas palavras com ela? ”)


*Estabeleça com o professor (a) um vínculo não apenas de cobranças, mas que demonstre que vocês são uma equipe na ajuda ao seu filho (a). Comunique-se sempre, mesmo que por escrito. Certamente a equipe pedagógica irá sentir que estão com o mesmo objetivo e isto é muito positivo!


*Presenteio-o com uma letra: O Rodrigo é dono do “R” e Maria é dona do “M”... “Quais outras palavras tem sons parecidos? ” Mostre muitas delas em vários lugares e livros, panfletos, nomes de lojas e brinquedos etc.


*Nunca faça uso de chantagens para barganhar melhores resultados. NUNCA!


Importante que todo o processo seja prazeroso e sem cobranças desmedidas (você é o adulto, você é o modelo). E, a partir daí, naturalmente, o universo da leitura e escrita serão uma meta natural tanto quanto brincar no parque! Evite demonstrar sua ansiedade ou demonstrar que seu pequeno te causa grande preocupação neste aprendizado... seja paciente e observante. Seja gestos amor!



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Por Débora D’Pádua

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